A Letra L

A Letra L

Criada em 2004, nomeada para um Emmy em 2005 e vencedora do prémio
de Melhor Série Drama nos GLLAD Awards (Gay and Lesbian Alliance Awards) em 2006, conheça as caras e os corações da série “Letra L” que já apaixonou milhões de série-viciados. Lesbianismo, bissexualidade, amor, luxúria, liberdade, humor, tristeza, encontros e desencontros… faz tudo parte do mundo L.

Os bastidores

Criado e escrito por Ilene Chaiken, o primeiro episódio da Letra L foi para o ar nos Estados Unidos na noite de 18 de Janeiro de 2004. Ilene Chaiken integra também a equipa de produtores executivos dos estúdios Showtime Networks e MGM Television, juntamente com Steve Golin e Larry Kennar. A equipa destes bastidores-sensação é ainda composta por Rose Troche que, para além de realizadora, também escreve, lado a lado com Guinevere Turner, este guião que já assegurou quatro temporadas, estando a estreia da quinta prevista para 06 de Janeiro de 2008 nos Estados Unidos. Em Portugal, a série é exibida na RTP2 e na FOX Life.

O enredo

The L Word ou Letra L significa lésbica e é esse o tema fulcral desta série, cujo olhar intimista sobre o mundo de um grupo de mulheres lésbicas a viver em Los Angeles, revela-nos um universo pouco conhecido e ainda muito censurado, onde a paixão, a amizade e o sexo feminino surgem de forma nua e crua. Com muita emoção, sorrisos e lágrimas à mistura, acompanhamos os quotidianos pessoais e profissionais de Bette, Tina, Jenny, Shane, Alice e Kit, onde procuram aquilo que todos queremos: amor, felicidade e sucesso.

As personagens principais

Jennifer Beals

Natural de Chicago, Illinois, onde nasceu a 19 de Dezembro de 1963, Jennifer Beals, que já revelou ser heterossexual, estudou Literatura Americana na conceituada Universidade de Yale, onde chegou a ser colega de carteira de David Duchovny que a indicou para um papel nos The X-Files, mas que acabou por ser atribuído a Gillian Anderson. Foi ainda durante os estudos universitários que participou no mítico filme dos anos 80, Flashdance, vestindo, desde então, a pele de inúmeras personagens em diversos filmes televisivos e cinematográficos. De volta ao pequeno ecrã, na série, é a sensual morena Bette Porter, directora de um museu, que mantém uma relação estável com a sua companheira de sete anos, Tina Kennard.

Laurel Holloman

Laurel Holloman nasceu no dia 23 de Maio de 1971 e é natural da Carolina do Norte. Os estudos na área da sétima arte levaram-na a Londres, onde ingressou no British American Dramatic Academy; a Chicago, onde se dedicou ao teatro; a Los Angeles, onde participou no filme independente Blossom Time; e a Nova Iorque onde trabalhou em espectáculos off-Broadway. Como actriz, é mais conhecida pelas personagens "Randy Dean" na película The Incredibly True Adventure of Two Girls in Love e "Justine" na série televisiva Angel. Quando não está em frente às câmaras, adora fazer esculturas e praticar snowboard. Bissexual assumida, é casada e foi mãe de uma menina em 2004. Na Letra L é Tina Kennard, companheira da Bette Porter e a loira bombástica do sítio, com uma carreira alucinante na indústria cinematográfica e como… mãe.

Katherine Moennig

Filha de uma bailarina de Broadway e de um artesão de violinos, Katherine Moennig nasceu na Pensilvânia a 29 de Dezembro de 1976, mas mudou-se para Nova Iorque de armas e bagagens com apenas 18 anos. Na cidade que nunca dorme, estudou representação, trabalhando, em simultâneo, como modelo para pagar os estudos. Amante do teatro, já fez parte do elenco de dezenas de peças, inclusive, lado a lado com a sua prima, Gwyneth Paltrow. Em Hollywood, os rumores dizem que Katherine Moennig é lésbica, no entanto, a actriz nunca confirmou, nem desmentiu, preferindo dizer que é um assunto privado. Enquanto que na tela cinematográfica foi estrela dos filmes The Shipping News, Love The Hard Way e Invitation to a Suicide, no pequeno ecrã, ninguém esquece as suas passagens por séries como Young Americans, Law & Order e Law & Order: SVU. É ainda o rosto principal do vídeo "Is Anybody Home" da banda canadiana Our Lady Peace. Na série, é a cabeleireira conquistadora Shane McCutcheon e o seu ar muito cool, depressa lhe conferiu o estatuto de quebra corações. Não há nenhuma mulher que não consiga seduzir…

Leisha Hailey

Nascida no Japão, no dia 11 de Julho de 1971, Leisha Hailey foi criada no Nebraska e completou o curso na American Academy of Dramatic Arts em Nova Iorque. Rosto de vários spots publicitários, no cinema destacou-se na película All Over Me, onde interpretava uma roqueira lésbica. Com uma forte vocação musical, já fez parte da banda The Murmurs (um dos seus temas integra a banda sonora da série). Mais tarde, o grupo foi rebaptizado de Gush e, apesar de ter deixado o projecto, a actriz não descura a hipótese de voltar a formar uma nova banda no futuro. Lésbica assumida, diz-se que o coração de Leisha Hailey pertence à cantora K.D. Lang. Na Letra L, veste a pele da bissexual Alice Pieszecki, uma jornalista divertida e frontal, uma voz da rádio que, sem papas na língua, diz o que tem a dizer.

Mia Kirshner

Uma canadiana nascida a 25 de Janeiro de 1976, Mia Kirshner é filha de um jornalista e de uma professora. Enquanto adolescente já aparecia no pequeno ecrã como figurante em algumas séries, mas seguiu os estudos universitários na Universidade McGill em Montreal, onde cursou Literatura Russa e Indústria Cinematográfica do Século XX. Também pode ser vista num vídeo de 2001 da música "Tainted Love" do controverso Marilyn Manson. De regresso à televisão, integrou o elenco das séries New Best Friend e 24, antes de ser escolhida para interpretar Jenny Schecter, na Letra L. Mais recentemente, arrasou no filme The Black Dahlia e já deu a entender, por várias vezes, que é bissexual. Na série, esta morena sensual é uma jovem e promissora escritora que se muda para Los Angeles para começar uma vida nova com o seu noivo. Os seus planos alteram-se quando conhece as suas vizinhas Bette e Tina.

Pam Grier

Natural da Carolina do Norte, onde nasceu a 26 de Maio de 1949, Pam Grier é filha de um mecânico da Força Aérea e de uma enfermeira. Com mais de três décadas de experiência no mundo de Hollywood, já fez e continua a fazer as delícias dos seus fãs, tanto no ecrã gigante como no pequeno. Nos anos 70 revelou-se na sétima arte, participando em projecto atrás de projecto. Durante a década de 80 era personagem assídua na mítica série Miami Vice e foi a Jackie Brown de Quentin Tarantino na década de 90. Nos últimos dez anos integrou mais de uma dúzia de filmes. Em 1975 foi a primeira mulher negra a ser capa da revista Ms. Magazine e, mais tarde, foi eleita uma das mulheres mais fascinantes do século 20, pela revista Ebony. Heterossexual, Pam Grier nunca foi casada. Na série, é Kit Porter, meia-irmã da Bette Porter, e uma mulher heterossexual que, ligada à indústria musical, luta com um problema de alcoolismo.